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Anvisa recomenda que imunizados com Janssen ou AstraZeneca recebam dose de reforço com a mesma vacina

Recomendação é diferente do que o governo federal vem adotando no Brasil; Ministério da Saúde não precisa, necessariamente, acatar as orientações

Marina Pagno

MARINA PAGNO

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, com unanimidade, nesta quarta-feira (24), novas orientações sobre a aplicação de dose de reforço da vacina covid-19 no Brasil. As recomendações serão enviadas ao Ministério da Saúde, após a pasta decidir por conta própria, sem o aval da agência, sobre a aplicação da dose de reforço na população acima dos 18 anos.

O Ministério da Saúde não precisa, necessariamente, acatar as recomendações da Anvisa. A pasta pode decidir com base no cenário epidemiológico e em estudos próprios.

Em resumo, a Anvisa deliberou que:

  • Quem tomou Pfizer, recebe dose de reforço de Pfizer
  • Quem tomou CoronaVac, recebe reforço de Pfizer
  • Quem tomou AstraZeneca, recebe reforço de AstraZeneca
  • Quem tomou Janssen, recebe reforço de Janssen
  • Quando for necessário usar uma vacina heteróloga (de laboratório diferente), que se use o imunizante da Pfizer.

Em seu voto, a relatora do processo, diretora Meiruze Sousa Freitas, defendeu que a vacinação de reforço seja aprovada nas bulas pela Anvisa. Porém, caso a pasta decida por manter a decisão para aumentar a imunidade da população, fez uma série de recomendações, como o monitoramento dos casos e de eventos adversos.

Além disso, a relatora recomendou que, quando for necessário usar uma vacina heteróloga (de laboratório diferente), a vacina da Pfizer deve ser a usada como dose de reforço, independentemente da vacina usada no esquema primário. Para quem tomou duas doses da CoronaVac, a recomendação é diretora foi de aplicar uma vacina de RNA mensageiro, no caso, a Pfizer.

Meiruze defendeu a recomendação de que o Ministério da Saúde adote o esquema de vacinação homóloga com os imunizantes da AstraZeneca e da Janssen – ou seja, as pessoas recebam todas as doses do mesmo laboratório. Isso vai contra o que o governo federal vem adotando no Brasil. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aposta na vacinação heteróloga (com doses de laboratórios diferentes) nestes casos.

A decisão da pasta veio com base em um estudo encomendado junto à Universidade de Oxford que mostrou um aumento da imunidade em pessoas que tomaram imunizantes produzidos com tecnologias diferentes, como, por exemplo, duas doses de AstraZeneca (feita com vetor viral) e uma de Pfizer (feita com RNA mensageiro). Para quem tomou duas doses da Pfizer, porém, a orientação da pasta é uma terceira dose de Pfizer (de acordo com o indicado pela Anvisa na reunião desta quarta).

Já para quem tomou a vacina de dose única da Janssen, a recomendação do ministério é outra: essas pessoas precisam tomar uma segunda dose da mesma vacina para, após cinco meses, tomar a terceira dose de qualquer laboratório, preferencialmente Pfizer.

Na noite desta quarta-feira (24), o Ministério da Saúde afirmou, em nota, que o prazo para aplicação da dose de reforço considera o cenário epidemiológico e os estudos de efetividade dos imunizantes, “podendo ser flexibilizado o período de intervalo das doses, que pode ser ministrado diferente do descrito na bula do medicamento”. A pasta informou, ainda, que irá avaliar a decisão da Anvisa em relação ao aumento do intervalo de doses da vacina da Pfizer.

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