Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

Famílias deportadas dos EUA relatam humilhação: 'Me deixaram 12 dias sem banho' - Rádio Guaicuí FM 99,5

Fale conosco via Whatsapp: +55 38 997279950

No comando: MADRUGADA GUAICUÍ

Das 00:00 às 05:00

No comando: SERTÃO GUAICUÍ

Das 05:00 às 08:00

No comando: FESTA NA ROÇA

Das 05:00 às 09:00

No comando: RÁDIO REVISTA

Das 08:00 às 13:00

No comando: SAROBÁ

Das 09:00 às 13:00

No comando: PAGODE DA 99

Das 12:00 às 14:00

No comando: EXPRESSO 99

Das 13:00 às 17:00

No comando: CONEXÃO GUAICUÍ

Das 13:00 às 18:00

No comando: ARENA GUAICUÍ

Das 18:00 às 20:00

No comando: A VOZ DO BRASIL

Das 20:00 às 21:00

No comando: A NOITE É NOSSA

Das 21:00 às 00:00

Famílias deportadas dos EUA relatam humilhação: ‘Me deixaram 12 dias sem banho’

Após 12h de voo, 211 brasileiros voltaram para o país, muitas deles apenas com a roupa do corpo e sem saber como voltar para casa

O abalo físico e mental dos 211 brasileiros que foram deportados dos Estados Unidos era visível durante o desembarque que ocorreu na tarde dessa quarta-feira (26), no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

Após 12h de voo, famílias inteiras voltaram para o país, muitas delas apenas com a roupa do corpo e sem saber como voltar para casa.

Eles são imigrantes ilegais que foram detidos pelo governo norte-americano enquanto tentavam cruzar a fronteira do México com os Estados Unidos.

Quem voltou ao Brasil relata momentos de humilhação e desespero durante a detenção. Sem se identificar, o pedreiro de 39 anos, morador de Belo Horizonte, diz que era impedido de ver a filha, que ficou presa com a mãe.

“É humilhante. Logo que nos entregamos para a imigração já nos separaram. Minha filha ficou com a mãe, numa ala, e eu fiquei em outra. Sem contato nenhum”, descreve.

No período de detenção, que durou seis dias, o pedreiro relata que as celas ficavam lotadas, com cerca de 30 pessoas, e a refeição diária se limitava a um burrito.

Doze dias sem banho

Outro mineiro, de Lagoa Santa, que desembarcou com a esposa e os dois filhos, de 6 e 2 anos, conta que no período de detenção não era permitido nem tomar banho.

“Estou chegando aqui com a roupa do corpo. Me deixaram 12 dias sem banho. Minhas duas filhas tiveram diarréia nesse período e ficaram muito mal, tiveram que ser hospitalizadas”, diz.

Segundo ele, o sonho era se estabelecer no país, mesmo de forma ilegal. Agora, o desafio será lidar com a realidade no Brasil.

“Sai do país pois não havia perspectiva nenhuma para mim aqui. Estou sem emprego, sem endereço fixo, sem nenhuma renda. Peguei empréstimos com amigos para comprar as passagens. Não imaginei que terminaria dessa forma”, lamenta.

 

CRIANÇAS ESTAVAM NO 51° VOO DE DEPORTADOS

Esse é o 51° voo com brasileiros deportados enviados pelos Estados Unidos desde outubro de 2019. O avião, que pousou às 13h25, foi fretado pelo governo norte-americano e partiu de uma base militar na cidade de Yuma, no estado do Arizona.

Por conta da presença dos menores  – cerca de 90 entre os passageiros -, a Vara da Infância e Juventude das comarcas de Belo Horizonte e Pedro Leopoldo acompanhou o desembarque.

PF investiga situação dos menores

A Polícia Federal (PF), que acompanhou o desembarque dos deportados brasileiros, informou ontem que vai apurar como os 90 menores que estavam no voo conseguiram ir ilegalmente para os Estados Unidos e se houve falsificação de documentos durante esse processo.

A reportagem tentou nesta quarta-feira (26), insistentemente, contato com a PF para saber mais detalhes sobre o caso, como o que a corporação já verificou de irregularidade, mas não tinha obtido retorno até a publicação desta reportagem.

Deixe seu comentário: