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Países flexibilizam medidas em plena onda recorde de Covid-19 no mundo

Argentina, Espanha, Irlanda, Reino Unido e Suíça já não exigem teste PCR para o turista entrar em seu território

Desde o último sábado (29/2), os brasileiros completamente vacinados não precisam mais apresentar teste PCR para Covid-19 na Argentina. O protocolo também vale para outros países, como Espanha, Irlanda, Reino Unido e Suíça. A não exigência de PCR, exame mais sensível para detectar o vírus, suscita controvérsias no momento em que o mundo inteiro está sendo assolado por onda recorde de casos de contágio pela nova variante ômicron.

Nos laboratórios do Grupo Hermes Pardini em Minas Gerais, no dia 28 de janeiro, por exemplo, houve aumento de 29,4% no volume de testes PCR em relação à média móvel dos últimos 14 dias. A positividade foi de 60,6% nos testes realizados, um aumento de 6,9 pontos percentuais em comparação com a média móvel dos últimos 14 dias. “Nunca tivemos tantos casos ao mesmo tempo”, afirma Melissa Valentini, infectologista do Hermes Pardini. O aumento no número de casos de Covid-19 está diretamente relacionado com a disseminação da variante ômicron.

Para Estevão Urbano Silva, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, é controverso que países liberem o teste em vacinados neste momento de pandemia. “Mesmo vacinados podem ter o vírus e transmiti-lo”, afirma o infectologista. “A vacina protege contra a forma grave da doença, mas não contra a infecção e a transmissão”, acrescenta, esclarecendo que o PCR evita que assintomáticos frequentem lugares públicos e perpetuem a transmissão.

Testes

Hoje, muitos países exigem teste PCR ou de antígeno. O PCR, segundo Silva, é um pouco mais sensível se comparado com o antígeno. O PCR detecta o código viral, o RNA do vírus, enquanto o antígeno, a proteína. “O PCR tem a vantagem de pegar os falsos negativos. Já o antígeno é mais rápido e barato, mas ambos são muito bons para os diagnósticos tanto dos assintomáticos quanto daqueles que mantiveram contato com infectados”, resume.

Silva considera extremamente contraindicado viagens para o exterior neste momento. “As pessoas podem adoecer para uma forma mais grave ou ficarem retidas, isoladas em hotéis, atrasando o retorno para seu país de origem”, salienta o médico. Ele faz ressalvas inclusive às viagens domésticas: “Qualquer deslocamento é propenso à infecção, com menos problemas logísticos, mas com grandes chances de se infectar e levar o vírus para sua cidade”.

Perrengue

A jornalista Marina Alves, 40, viveu essa realidade há uma semana, quando planejou uma viagem com o marido, André Garcia, 53, o filho, Miguel, 7, e as filhas de André, Júlia Garcia e Bruna, 31, para Orlando, nos EUA. Ela argumenta que viajou numa época imprópria, quando aumentou consideravelmente o número de casos de Covid, mas não tinha como adiar mais a viagem, planejada originalmente para acontecer em abril de 2020.

Antes da viagem, o grupo realizou o teste PCR, e o resultado foi negativo. A surpresa ocorreu na véspera do retorno ao Brasil, quando ela, o filho e uma das filhas do marido testaram positivo para Covid e foram impedidos de embarcar no voo. Marina e a família tiveram que passar nove dias em um hotel, isolados, pedindo comida por delivery, à espera do resultado do próximo teste. “Foi bem complicado, porque meu filho teve febre e vômitos nos primeiros dias”, conta.

Marina também descobriu que o seguro-viagem que contratou só cobria despesas médico-hospitalares, mas não diárias com hospedagem e alimentação, o que dobrou, segundo ela, o custo da viagem. Eles também arcaram com gastos extras, como testes de Covid, ao custo de US$ 70 nos EUA, e com a compra de novos bilhetes aéreos. Ela ainda se deparou com problemas para remarcar as passagens compradas com a Gol.

Apesar de comunicarem que operam com capacidade reduzida, os parques de Orlando estão lotados nesta época do ano. Segundo Marina, as medidas de distanciamento social não funcionam nem há funcionários orientando os visitantes. Só nos brinquedos fechados é que o uso da proteção facial é obrigatório. Embora não saiba dizer onde poderia ter se contaminado, ela acredita que um turista não está neste momento livre da doença em Orlando.

Cem mil exames em uma semana

O Hermes Pardini foi o primeiro laboratório a validar o teste RT-PCR no Brasil, em janeiro de 2020. Hoje, o Grupo Pardini possui 162 unidades próprias nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Pará e presta atendimento a 6.000 laboratórios espalhados em mais de 2.000 cidades do país. Em uma semana, já chegou a realizar mais de 100 mil testes de Covid-19 nas unidades próprias e nos parceiros no Brasil.

Segundo Melissa Valentini, infectologista do Grupo Pardini, o teste PCR é padrão ouro de diagnóstico da Covid, e a procura cresceu muito por conta do pico da doença. Devem procurar fazer os testes, segundo ela, pessoas sintomáticas, do primeiro ao sétimo dia dos sintomas, e aqueles que também tiveram contato com pessoas contaminadas. Nesses casos, o exame deve ser coletado entre o quinto e o sétimo dia após o contato.

“Você só consegue controlar uma epidemia se faz o diagnóstico das pessoas infectadas, o isolamento delas por um período adequado e o rastreamento dos contatos. Como o contágio pela Covid-19 está descontrolado neste momento, há exigências de testes em viagens internacionais, em eventos e no pré-operatório”, informa Melissa.

A infectologista também não concorda com a decisão de países em não exigir o teste para entrar em seu território. “A ômicron é mais leve e registra menos casos graves, mas o percentual de transmissão é grande. É complicado não exigir o teste, porque permite que pessoas contaminadas entrem em um país, inclusive levando outras variantes”, explica Melissa.

 

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